sábado, 25 de julho de 2015

Aguça-me a senti-la, e deixa pra lá.


Aguça-me a senti-la novamente,
mulher de tantos gostos,
que finge gostar de nada.

Seu cheiro esquecido
Agora foi lembrado
Uma saudade guardada desperta.

O desenho dos teus olhos
formato do teu queixo
timbre da tua voz.

Só compõem uma melodia lírica
escrita por teu gestos imprecisos.

Mas o que me amedronta
são seus braços
seus abraços.

Medo de deixar que vá,
de não saber quando meus ouvidos,
ouvirão novamente notícias do seu caminhar.

Eu nasci doutor e fiz a barba na maternidade.

Logo depois que nasci, fui pescador, carpinteiro e engenheiro; Pescava vontades de mudar o mundo, de dizer o que pensava e pescava medos. Construía telhados que me mantessem distante do que achavam e que me protegessem da chuva de opiniões inacabadas e formadas por outros senão aqueles que as proferiam.

Assim que me vi maior, passei a colar figurinhas, figurinhas de rostos aleatórios e que me faziam sentir a obrigação de coleciona-los, além de brincar de gente grande, brincar de balançar numa rede de desafios que ditavam meu caminho. Não gostei e pedi as contas.
Logo com barba, troquei duas ou três fraldas borradas com palavras que por algum motivo, queriam me trazer a sensação de arrependimento. Aquelas moscas do milho podre e fétido, não se satisfaziam com suas vidas de colar e colar figurinhas.

Um dia fugi do chiqueirinho, que ficava na sala feita por quem quer dizer o que devemos fazer, e descobri que sempre existe um porém, e que o prazer de ser, mora no “etc”.

sábado, 20 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O (ultimo) verso.

Direi que meus olhos
ainda a procuram.

Serei eu no antes
que juntou agora.

E os versos
que esta ida causar,
serão para ti.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Só um coração e uma vontade.

Guardo teus beijos,
teus abraços.
Guardo teu sorriso,
teu jeito de menina. 

Guardo-os num lugar 
onde o sol não bata, 
só um coração
e uma vontade. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sozinho estar

É o ar do abismo,
a brisa quente
que vem do infinito,
te queima a pele
e o faz suar frio.

É o mistério do não estar,
é o ser sem máscara.
Sob a mesa da amargura,
suas peças desmontadas.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pressa

Venha deitar no meu braço,
fazer jus a esse laço, 
que meu peito não é de aço
                                            e minha vontade tem pressa.