sábado, 25 de julho de 2015

Aguça-me a senti-la, e deixa pra lá.


Aguça-me a senti-la novamente,
mulher de tantos gostos,
que finge gostar de nada.

Seu cheiro esquecido
Agora foi lembrado
Uma saudade guardada desperta.

O desenho dos teus olhos
formato do teu queixo
timbre da tua voz.

Só compõem uma melodia lírica
escrita por teu gestos imprecisos.

Mas o que me amedronta
são seus braços
seus abraços.

Medo de deixar que vá,
de não saber quando meus ouvidos,
ouvirão novamente notícias do seu caminhar.

Eu nasci doutor e fiz a barba na maternidade.

Logo depois que nasci, fui pescador, carpinteiro e engenheiro; Pescava vontades de mudar o mundo, de dizer o que pensava e pescava medos. Construía telhados que me mantessem distante do que achavam e que me protegessem da chuva de opiniões inacabadas e formadas por outros senão aqueles que as proferiam.

Assim que me vi maior, passei a colar figurinhas, figurinhas de rostos aleatórios e que me faziam sentir a obrigação de coleciona-los, além de brincar de gente grande, brincar de balançar numa rede de desafios que ditavam meu caminho. Não gostei e pedi as contas.
Logo com barba, troquei duas ou três fraldas borradas com palavras que por algum motivo, queriam me trazer a sensação de arrependimento. Aquelas moscas do milho podre e fétido, não se satisfaziam com suas vidas de colar e colar figurinhas.

Um dia fugi do chiqueirinho, que ficava na sala feita por quem quer dizer o que devemos fazer, e descobri que sempre existe um porém, e que o prazer de ser, mora no “etc”.